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+ SINTOMAS DO AUTISMO +
Pedro Paulo Rocha do Entendimento teórico à práticaeducacional por Gary B. Mesibov e Victoria Shea Divisão TEACCH - Departamento de Psiquiatria Universidade da Carolina do Norte em Chapell Hill revisão 1996. Cultura é algo que se define como padrões compartilhados do comportamento humano. As normas culturais afetam a maneira pela qual as pessoas pensam, comem, se vestem, trabalham, interpretam os fenômenos naturais, a forma de praticar o lazer, de se comunicar e outros aspectos fundamentais das interações humanas. As culturas apresentam ampla diversidade quanto a estes aspectos, de tal forma que as pessoas de um grupo, às vezes, podem encarar como incompreensíveis ou muito estranhos, os hábitos e costumes de uma outra cultura. A cultura, no sentido estritamente antropológico, é passada de uma geração para outra. As pessoas pensam, sentem e se comportam de certa forma porque outras, em sua cultura, assim as ensinaram. O autismo, obviamente, não é uma verdadeira cultura; é um distúrbio de desenvolvimento causado por uma disfunção neurológica. Entretanto, o autismo também afeta a maneira que pessoas se alimentam, se vestem, praticam o lazer, entendem seu mundo, se comunicam, etc. Consequentemente, de alguma forma, o autismo funciona como se fosse uma cultura, sob a perspectiva de que produz padrões de comportamento característicos e previsíveis nas pessoas sob esta condição. O papel do professor de um aluno autista é semelhante ao de um intérprete transcultural: alguém que entende ambas as culturas e é capaz de traduzir as expectativas e procedimentos de um ambiente não-autístico para o aluno com autismo. Desta forma, para ensinar um aluno autista devemos entender muito bem a sua cultura, seus pontos positivos e os déficits associados a esta. O autismo é um distúrbio de desenvolvimento caracterizado por dificuldades e anormalidades em várias áreas: habilidades de comunicação, relacionamento social, funcionamento cognitivo, processamento sensorial e comportamento. Aproximadamente de 10 a 15% de pessoas com autismo tem inteligência na média ou acima; 25 a 35% funciona a níveis próximos a deficiência mental leve, enquanto o restante é portador de deficiência mental entre moderada e profunda. A faixa de QIs encontrados na população de pessoas com diagnóstico de autismo é bastante ampla; outra fonte de ampla variação é a distribuição de habilidades encontradas a nível individual. A maioria das pessoas com autismo geralmente apresenta um padrão de relativa ou significativa importância em certos aspectos da memória, percepção visual ou talentos isolados (ex. desenho, ouvido musical absoluto). Em virtude de os problemas de base orgânica responsáveis pelo autismo não serem reversíveis, não encaramos a "normalidade" como meta de nossos esforços terapêuticos e educacionais. Diferentemente, a meta a longo prazo do Programa TEACCH é aluno com autismo se adequar o melhor possível à nossa sociedade, quando adulto. Nós atingimos esta meta através do respeito pelas diferenças que o autismo desenvolve em cada aluno, e trabalhando inseridos da sua cultura, para lhe ensinar as habilidades necessárias para funcionar dentlro do âmbito da nossa sociedade. Trabalhamos para ampliar as habilidades e entender os alunos, enquanto adaptamos os ambientes às suas necessidades especiais e limitações. Na verdade, o que tentamos fazer por eles é o que nós mesmos desejaríamos que nos fizessem quando viajamos em um país estrangeiro: Enquanto tentamos aprender algo da língua estrangeira em questão e obter informações relativas aos costumes do país, tais como o sistema monetário ou como pegar um taxi, ficaríamos também muito felizes em ver sinais na nossa própria língua e em ter guias que pudessem nos ajudar durante o processo de compra de uma passagem de trem ou de pedir uma refeição. Da mesma forma os serviços educacionais para autistas deveriam ter duas metas: 1) aumentar sua compreensão; e 2) tornar o ambiente mais compreensível. Para atingir estas metas e para ajudar pessoas com autismo a funcionar mais adaptados à nossa cultura, é necessário conceber programas tendo como base os pontos positivos e os déficits fundamentais do autismo, que afetam o aprendizado e as interações no dia a dia. Esta abordagem do autismo visa identificar déficits, com objetivos diagnósticos, de uma forma diversa. As características diagnosticas do autismo, tais como déficits nas área social e problemas de comunicação, são úteis para distinguir o autismo de outras deficiências, mas são relativamente imprecisos para a conceituação de como um indivíduo portador de autismo entende o mundo, age com base nesta compreensão e aprende. A seguir relacionamos as características fundamentais do autismo que interagem, produzindo os comportamentos que abrangem a "cultura" deste distúrbio. As dificuldades abaixo descritas, não são exclusivas do autismo. Muitas das características encontradas no autismo, existem em outros distúrbios do desenvolvimento, tais como deficiência mental, distúrbios de aprendizagem e distúrbios da linguagem. Alguns são vistos em algumas condições psiquiátricas, tais como o distúrbio obsessivo-compulsivo, personalidade esquizóide e distúrbios de ansiedade. Muitos deles são também ocorrem em crianças com desenvolvimento normal ou mesmo em nós mesmos. O que distingue o autismo é a quantidade, gravidade, combinação e interação de problemas, que resultam em deficiências funcionais significativas. O autismo é um conjunto de déficits e não uma característica isolada. 1. Falta do conceito de sentido. 2. Enfoque excessivo em detalhes. 3. Falta de Concentração. 4. Pensamento Concreto. 5. Dificuldade em Combinar ou Integrar Idéias. 6. Dificuldade em Organizar e Sequenciar. 7. Dificuldades em Generalizar. Além dos déficits cognitivos múltiplos, o autismo apresenta alguns padrões bio-comportamentais característicos: 1. Forte Impulsividade. 2. Excessiva Ansiedade. 3. Anormalidades Sensório-perceptuais. + PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS DO TEACCH + Devido aos padrões cognitivos e comportamentais característicos do autismo, o Programa TEACCH tem desenvolvido formas de ajudar as pessoas com autismo a funcionar dentro do ambiente na cultura à sua volta. Com mais de vinte anos de trabalho neste sentido, o Departamento TEACCH tem criado programas educacionais que têm sido extremamente bem sucedidos, no atendimento ao objetivo em questão. O programa educacional TEACCH é baseado em muitos princípios: 1. Áreas de Competência e Interesses. 2. Avaliação Meticulosa e Frequente. 3. Assistência para a Compreensão do Sentido. 4. Resistência como Resultante da Falta de Entendimento. 5. Colaboração dos Pais. + OBJETIVOS EDUCACIONAIS DO TEACCH + Se estivermos corretos na conceituação do déficit cognitivo primário no autismo como um problema de entender o sentido (significado), então consequentemente, o objetivo educacional primário é ensinar ao aluno que seu ambiente tem sentido. Não é suficiente ensinar o atendimento das solicitações do professor, a aceitação das regras ou habilidades com objetos ou linguagem, porque o ensino de uma variedade de comportamentos e habilidades que, na visão do aluno, não tem relação entre si, não afeta os problemas básicos de déficit no entendimento, no estabelecimento de ligações e na generalização. Nosso objetivo mais importante é que nossos alunos percebam que existem padrões no universo, e que eles podem identificar e seguir estes padrões, independentemente da presença de um professor ou de um adulto familiar. Apesar de os professores serem quem propicia a seus alunos a obtenção deste objetivo, nós desejamos que o resultado final seja que os alunos com autismo possam ser capazes de agir sem a supervisão intensiva de um professor, pela simples razão de que nossa cultura não proporciona recursos para a presença de professores pela vida toda. Consequentemente, o objetivo educacional de ensinar ao aluno a dar sentido e ordem a seu mundo é uma consequência prática do objetivo geral de ajudar o aluno a se inserir em nossa cultura, quando adulto. Outro objetivo educacional é ensinar ao aluno o conceito de causa e efeito. Enquanto todas as crianças com desenvolvimento normal e muitas pessoas com autismo aprendem este conceito desde muito jovens, alguns alunos com autismo, particularmente aqueles portadores de deficiência mental significativa, não entendem que podem provocar o acontecimento de eventos de maneiras consistentes e previsíveis. Na nossa cultura, este é um conceito-chave na compreensão do universo, que falta a algumas pessoas com autismo. Ele é um pré-requisito para a comunicação e é importante para outras habilidades, como por exemplo, entender como se vestir (quando eu a puxo, a camisa sobe para cima de minha cabeça), ou como usar materiais (quando pressiono e movimento o pano de limpeza, a sujeira desaparece). Dominar o conceito de causa e efeito resulta em um considerável avanço na habilidade da pessoa de cuidar de si própria, executar trabalho produtivo e viver em comunidade. A comunicação é um objetivo educacional de extrema importância para todos os alunos. Alguns alunos com autismo têm, primeiro, que aprender que a comunicação existe, que é possível uma pessoa influenciar o comportamento de outra através de um ato expressivo. A natureza deste ato deve ser individualizada ao nível do aluno, com uma gama de opções que inclui produzir um som, tocar um sino, trocar objetos, trocar uma figura, dizer palavras, digitar palavras ou usar gestos ou sinais simbólicos. Aos alunos que têm algumas habilidades de comunicação pode e deve serem ensinados refinamentos tais como vocabulário adicional, estruturas de sentenças mais complexas ou expandir os sistemas de linguagem (ex.: linguagem falada e escrita). Os objetivos educacionais do TEACCH são também planejados para desenvolver habilidades úteis e significativas para a vida adulta. Habilidades e comportamentos não são definidos como objetivos por si mesmos, ou seja, sem que tenham uma finalidade, mas sim pela sua utilidade funcional para o futuro do indivíduo. Mesmo no caso de crianças muito pequenas, nós tentamos lhes ensinar habilidades de base para obtenção do máximo de independência possível nas áreas de auto cuidado, lazer e interesses recreacionais e de vida comunitária. Desta forma, concentramos nosso dia educacional em eventos muito concretos: usar o banheiro, colocar os sapatos, pedir ajuda ou algo para beber, selecionar, preparar e colar materiais, limpar mesas, ligar o aparelho de som, montar um quebra-cabeças, ir até um restaurante, ir de ônibus até a natação... + LIMITAÇÕES DAS TÉCNICAS EDUCACIONAIS TRADICIONAIS + O meio mais simples de ensinar crianças sem autismo é através do uso da palavra falada. Os professores de classes regulares falam o dia todo, explicando cada faceta das habilidades a serem dominadas: como usar tesouras, como pedir ajuda, como escrever uma sentença, como resolver uma equação. Enquanto as explicações verbais são adequadas para a maioria dos alunos, no caso de alunos com autismo, elas são freqüentemente ineficazes e, ocasionalmente, contraproducentes. Esta afirmação é verdadeira e independe do nível cognitivo do aluno. Mesmo alunos com extensivo vocabulário expressivo podem ter uma habilidade muito limitada de atender ou processar a explicação verbal do professor. Eles podem não saber que se está falando com eles, podem estar olhando o padrão dos lábios do professor em movimento, podem estar concentrados no som do sistema de refrigeração da sala, etc. Mesmo quando estão prestando atenção, eles tendem a não entender o conteúdo idiomático da linguagem, conotações sutis, inferências lógicas ou vocabulário complexo. Os alunos que além do autismo são portadores de deficiência mental são ainda menos aptos a aprender efetivamente através de processos verbais. Não estamos querendo dizer com isto que os professores não devam usar linguagem verbal como uma modalidade educacional, mas que a dependência nesta modalidade isolada tende a ser improdutiva e frustrante tanto para o professor quanto para o aluno. Em complemento ou em substituição as instruções verbais da nossa cultura, nós freqüentemente mostramos aos alunos o que queremos que eles façam. Infelizmente, esta técnica é tipicamente ineficaz para alunos com autismo, porque ela depende da habilidade do aluno de acompanhar a demonstração e identificar seus aspectos relevantes. Por exemplo, o professor pode querer que Willian imite a maneira pela qual um outro aluno pula sobre um só pé, enquanto que Willian pensa que o conceito que está lhe sendo ensinado é o de usar cadarços de cor laranja, nos sapatos, como usa o outro aluno; ou produzir o mesmo som que este produz, ou ter os joelhos valgos como o outro aluno. Ou ele pode ver o comportamento do outro aluno, mas não ter a mínima idéia de como organizar seu próprio comportamento para parecer da mesma forma. E, logicamente, ele pode não ter a mínima idéia do que o professor disse, ou quem ele supostamente estaria observando. Na nossa cultura, nós geralmente recompensamos as aquisições dos alunos com reforços sociais, tais como elogios, sorrisos, tapinhas nas costas e outras ações que comunicam "estou orgulhoso de você". Estes atos dependem da habilidade do aluno de decodificar os símbolos da satisfação do professor e do significado, para o aluno, do orgulho do professor. Mas o aluno com autismo pode não entender a intenção comunicativa de um sorriso, tapinhas nas costas, de um abraço, etc. Ou ele pode não reconhecer a relevância e significação das expressões de satisfação do professor. Desta forma, para nossos alunos, o reforço social tem, freqüentemente, uma eficiência limitada. Embora nós usualmente o ofereçamos, temos que acrescentar a eles outros métodos, que lhes sejam mais significativos. + TÉCNICAS EDUCACIONAIS DO TEACCH + De todas as técnicas educacionais que usamos, a dependência na apresentação visual da informação é a mais importante. Como foi descrito anteriormente, as explicações verbais isoladas são raramente eficientes, com alunos autistas. As palavras podem ser usadas, indicações físicas podem ser úteis, mas os materiais e estrutura física que orientam visualmente o aluno no sentido da compreensão e do sucesso são, de longe, muito mais eficientes. Apresentações complexas de grandes quantidades de materiais tendem a ser confusas e constituem uma carga excessiva ou incompreensível, em qualquer situação, para o aluno. Consequentemente, nós também lhe ensinamos as estratégias de trabalhar da esquerda para a direita e de cima para baixo. Esta organização espacial é culturalmente normal para nós. Por isto nos o fazemos, para que nossos alunos tenham o máximo possível de experiências nesta forma. Exemplificando: eles encontram as partes componentes de seus trabalhos à esquerda e colocam o produto final à direita. Nós também nos apoiamos em informação visual, sempre que possível, para ensinar os alunos com autismo o conceito de "acabou" (tarefa concluída). Este é um conceito importante a ser incorporado a todas as atividades, porque muitos alunos com autismo são incapazes de divisar quanto tempo uma atividade vai durar, o que é parte de suas dificuldades de inferir o significado de eventos. Isto pode lhes ser aflitivo, diante do que eles, com freqüência, impõem sua própria decisão de quanto tempo ainda irão trabalhar. Nós tentamos mostrar a eles, através de meios visuais, quantas repetições da atividade se espera que eles executem antes que a atividade termine. Algumas vezes os materiais por si mesmos tornam isto claro: quando uma caixa contendo as partes componentes fica vazia, o trabalho acabou; quando você atinge o final da página, a sessão de trabalho chegou ao fim. Em outras situações, tem que ser usada mais criatividade para fazer visível a passagem do tempo. Por exemplo, quanto um certo período de tempo passou, o professor remove um pregador da manga ou cinto do aluno; quando os pregadores foram retirados (saíram do campo visual), a atividade terminou. Terminar uma atividade de uma maneira clara, definida, é mais prazeroso para ele do que receber elogios, adesivos, balas, etc. Na verdade, nos parece que quando estas recompensas são usadas, elas servem mais à função de conduzir ao "acabou" (associação reforço com final de trabalho) do que de servir de reforços ao desempenho do aluno, na próxima oportunidade. Outra técnica educacional usada na vida diária é o ensino de rotinas com flexibilidade incorporada. Existem três razões primárias para tal. Primeiro, as rotinas dão ao aluno a estratégia para entender e prever a ordem dos eventos à sua volta, o que, de uma forma geral, diminui a agitação e ajuda o desenvolvimento da habilidade. Em segundo lugar, se o professor não oferece rotinas, o aluno com muita freqüência irá desenvolver a sua própria rotina, que pode ser menos adaptativa ou aceitável. Por exemplo, o aluno pode desenvolver uma rotina de entrar na sala toda a manhã e puxar todos os agasalhos dos cabides, ou pode insistir em lamber todas as colheres que ele arrumou na mesa para o almoço, porque foi o que ele fez na primeira vez. As rotinas, tais como "pendurar o agasalho", ligar o aparelho de som" ou "guardar as colheres (com supervisão) e depois ir para a área de brincar", podem ajudar a reduzir as rotinas alternativas indesejáveis. Em terceiro lugar, o ensino das rotinas deve ser flexível, porque isto reflete a realidade da nossa cultura. Nosso mundo não é invariável. Esta variabilidade é o que o faz tão confuso para uma pessoa com autismo. Esta tentativa deve ser respeitada, mas gentilmente desafiada pelo professor, através do uso de materiais para trabalho, caminhos usados para caminhadas, jogos, comida oferecida, etc., ligeiramente diferentes. A estrutura essencial deve permanecer previsível, mas os detalhes devem variar, de forma que o aluno seja levado a se concentrar na estrutura ao invés de nos detalhes. A individualização é um conceito chave nos programas educacionais do TEACCH. Apesar das características autísticas que têm em comum, nossos alunos são extremamente diferentes um dos outros, em termos de competência, áreas de dificuldade e idiossincrasias. Concluímos que eles não trabalham bem em grupo, por causa da diversidade de suas habilidades e da dificuldade de aprender através da observação dos outros. Temos que ter em mente que, em cada um dos nossos alunos, os níveis de diferentes habilidade individuais não se correlacionam umas com as outras, nas diversas áreas. Por exemplo, a existência de excelentes habilidades em percepção visual não nos dá nenhuma informação sobre as habilidades de linguagem deste aluno. Uma fluência na área expressiva pode estar mascarando falhas significativas na área de linguagem receptiva. Alunos que são capazes de ler, cozinhar ou processar dados podem ser incapazes de pedir um copo d'água em público. Da mesma forma, alunos com autismo e deficiência mental podem ser artistas ou músicos talentosos. Consequentemente, os professores têm que conhecer extremamente bem seus alunos, e estarem preparados para ensinar, a um mesmo aluno, em níveis muito diferentes, nas diversas áreas de habilidade. A tendência dos nossos alunos de se super concentrar em detalhes e de resistir a mudanças, significa que nós temos que lhes ensinar sob situações variadas, com materiais diversos, para que desta forma possamos ajudá-los a se tornar o mais flexíveis possível. Em relação a este fator, é também importante ensinar as habilidades em seus contextos naturais, devido a limitada habilidade de generalização de nossos alunos. Sendo assim, esperamos ensiná-los a trabalhar no local original de trabalho, habilidades relativas a comunidade, como habilidades de preparo de comida na cozinha, etc. Nosso trabalho, como educadores de pessoas com autismo, é fundamentalmente de ver o mundo através de seus olhos e usar esta perspectiva para ensiná-los a funcionar inseridos em nossa cultura, da forma mais independente possível. Embora não possamos curar os déficits cognitivos subjacentes ao autismo, é através do seu entendimento das coisas que poderemos planejar programas educacionais eficientes, com o objetivo de vencer o desafio de um distúrbio do desenvolvimento tão singular, como é o autismo. |
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